Aos cinco anos, a Frederica já consegue indicar com clareza se gosta ou não de um nome. De momento, tem uma enorme fixação por Joaquim e Camila mas, no outro dia, comunicou-me que, se algum dia tivesse uma irmã, já tinha escolhido o nome: seria Elvira, como a avó, e para não haver confusão, seria tratada por Elvira pequenina. Minha rica filha, que sem entender nada, já consegue perceber que os nomes podem ter valor sentimental e que, sendo elementos de identificação, implicam que, em caso de repetição, cheguemos a uma forma de distinguir os seus portadores.
Esta conversa levou-me a pensar se, nesta idade, já poderíamos valorizar a opinião dela. Sei que descartaria rapidamente qualquer sugestão que me parecesse saída dos desenhos animados, que jamais em tempo algum a levaria a sério se sugerisse Lucas Netto ou Giovanna, mas seria descabido colocar Camila na nossa lista por sugestão da pequena, quando, de outra forma, não o ponderaríamos? Ou, se não chegássemos a um consenso, a opinião dela poderia ajudar no desempate?
Já li relatos de pessoas a lamentarem o facto de os pais terem deixado a escolha dos seus nomes para os irmãos, o que sempre me pareceu um bocado arriscado - e não me imagino a fazer o mesmo! Mas se noutros tempos diria imediatamente que a escolha só cabe aos pais, hoje acho que gostaria de incluir a irmã no processo...
O que é que vocês acham? Os irmãos têm uma palavrinha a dizer ou é um assunto demasiado sério para envolver uma criança?